Desperdícios – Um Diário da Fábrica (2024 –)
Um diário visual e material criado a partir da recolha de sobras de tecidos e falhas da produção da fábrica. Ao utilizar o bordado, o projeto contrasta a velocidade de produção capitalista com o tempo das técnicas manuais e ressignifica o desperdício.






A Plenitude da Atenção (ou um lugar para escrever) (2026)
43 x 41 x 91 cm
Materiais: cadeira de madeira do meu quarto de infância, linhas de algodão, cola de contacto, agrafos e desperdícios da produção têxtil (ganga, bombazine, algodão, linha vermelha, gorgorão e alfinetes).
Técnicas: bordado livre e estofamento tradicional.
“(…) Enquanto abro costuras, deparo-me com as que nunca foram fechadas. Como num par de calças, percebo que o que não se vê por fora é o que molda tudo por dentro de uma pessoa. Mas afinal, de quantas calças é que o mundo precisa? A verdade é que com as minhas lágrimas podia lavar o chão da fábrica. E então, os desperdícios confluem. Os tecidos e as linhas que vão ficando pelo caminho entre a entrada e a saída da fábrica são como as conversas e os passeios adiados para sempre. São o recurso mais abundante dos poetas forjados para a sobrevivência (os que não podem depositar a alma no ponto electrónico).”




Fotografia (2024 –)
Composições com materiais que são sobras da linha de produção.

“Subsídio de Férias” (2024)

“Ovos de Raia” (2025)